Artista: Megadeth
Álbum de Estúdio
Lançamento: 24 de Setembro de 1990
Gênero: Thrash Metal
Duração: 40:35 (versão normal, não remasterizada)
Selo: Capitol
Produção: Dave Mustaine, Mike Clink
Nota: ♪♪♪♪♪♪♪♪♪♪ (10/10)
Faixas:
1. Holy Wars... The Punishment Due - 6:32 ●
2. Hangar 18 - 5:11 ●
3. Take No Prisioners - 3:27
4. Five Magics - 5:39
5. Poison Was The Cure - 2:56
6. Lucretia - 3:56
7. Tornado Of Souls - 5:19 ●
8. Dawn Patrol - 1:51
9. Rust In Peace... Polaris - 5:44 ●
Line-Up:
Dave Mustaine - Vocal/Guitarra
Dave Ellefson - Baixo
Marty Friedman - Guitarra
Nick Menza - Bateria
O início dos anos noventa é por muitos considerado o último ano dos álbuns clássicos, entre os quais muitos citam “Painkiller” e o “Black Album” do Metallica, além do “Fear Of The Dark” do Iron Maiden. Não podemos esquecer de citar outro grande clássico dessa fase: o Megadeth, que fez sua fama logo no últimos anos da época de ouro do Metal, lançando o “Peace Sells... But Who’s Buying?” seguido do “So Far, So Good... So What!”, agora estava lançando um clássico eterno do nosso gênero musical favorito: “Rust In Peace”.
O álbum, considerado por muitos como o melhor da banda fez sua história junto com a história da banda: várias resenhas positivas foram dadas ao álbum, foram indicados ao Grammy e também se pode perceber que ele está no “1001 Discos Para Ouvir Antes De Morrer”, um livro que contém uma seleção dos melhores discos.
Outro grande destaque nas mudanças que se têm com esse álbum, é a entrada de Marty Friedman – substituindo Jeff Young – e a entrada de Nick Menza, substituindo Chuck Behler e fazendo assim a primeira line-up estável da banda.
Já começando com um grande clássico, “Holy Wars... The Punishment Due” e sua introdução com uma guitarra rápida graças ao Mr. Friedman e uma bateria de igual velocidade seguida por uma linha de baixo perfeita de Dave Ellefson. Um som típico do Thrash, com algumas passagens pequenas que fogem do tema, mas que logo voltam para a clássica música, que varia várias vezes, mudando o ritmo.
Seguindo com outro grande clássico – e single – vem a “Hangar 18”, uma grande contribuição de Nick Menza. Já começando com um solo bem agitado, a música fala sobre disco voadores e é baseado no filme de nome homônimo. A música diminui a velocidade, introduzindo o riff com a voz de Dave Mustaine. A música tem vários solos e passagens marcantes, fazendo você até esquecer que está ouvindo uma só faixa, que no caso é excelente.
“Take No Prisioners” começa com um riff e uma bateria rápidos – não tanto quanto Holy Wars – e a voz do Mustaine é furiosa, combinando ainda com o efeito de vocal dado pelos outros membros, deixando a música ainda mais furiosa, além do baixo muito bem cavalgado de Ellefson.
Começando com uma introdução lenta e profunda, e depois indo para algo ainda mais profundo e um baixo lento com um som de guitarra ao longe, um riff sinistro é apresentado. Mas logo, “Five Magics” fica rápida, e Friedman nos dá solos toda vez após Mustaine cantar. Claro, não são solos longos, na verdade, são bem curtos, mas já demonstra a vontade pela velocidade, pela loucura da banda. Outra música que provavelmente Mustaine se arrepende de ter feito, visto que sua letra fala sobre bruxaria. Ela vai ficando ainda mais rápida com o passar do tempo, uma faixa razoável.
Começando com um baixo que imita o tic-tac do relógio, “Poison Was The Cure” é a segunda menor faixa do CD. Logo depois entra a guitarra e a bateria, explodindo na música. A voz do Mustaine está meio baixa nessa faixa, coisa que podia ser melhorada na produção, mas ainda sim, é outra música bem rápida.
“Lucretia” é uma faixa que em minha opinião podia ser descartada, não há nada de muito interessante nela, tirando o riff que foi muito bem feito.
Quase acabando o disco, vem outra bomba: “Tornado Of Souls”. Uma aula de velocidade, ódio, fúria e uma letra muito peculiar. A voz rasgada de Mustaine soa como um pedido de socorro, aparentemente uma música sobre sua vida; drogas, erros, rancores, mentiras e etc. É uma faixa de tamanho mediano, apesar de não aparecer, graças ao fato de ser excelente.
“Dawn Patrol” é outra faixa que podia ser substituída: quase dois minutos de pura voz negra, baixo lento e bateria idem. Nada de demais a ressaltar. Mesmo assim, é uma “parada” no álbum, para depois voltar com a última música na velocidade total, a música tema do álbum...
“Rust In Peace... Polaris”. Começa com uma bateria matadora, e logo depois a guitarra bem estrondosa. Enquanto Mustaine vomita a letra bem crítica as coisas nucleares, os outros membros dão um show, principalmente a guitarra. O refrão tem uma velocidade diminuída, mas a fúria é dobrada. No fim da música, há uma parada, mas logo depois retorna um pouco mais lento, dando a impressão de ser duas músicas em uma, de tão perfeita que é. O solo vem na segunda parte, misturado com o riff. E assim se encerra o melhor disco do Megadeth.
Bem, é isso. Um álbum com algumas faixas descartadas, mas que ainda sim dá um banho de Thrash Metal em todos que adoram esse estilo, com músicas simplesmente perfeitas, como "Tornado Of Souls", "Holy Wars", "Hangar 18" e "Rust In Peace... Polaris".












3 comentários:
\o/
Excelente resenha sobre um excelente álbum, está de parabéns!!!
Que tal para a próxima uma resenha sobre " The X factor "??? Seria uma boa, abraços!
Excelente álbum, uma aula de Trash esbanjando técnica. Álbum que me fez conhecer melhor e gostar de Megadeth! Boa resenha.
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