26 de ago. de 2011

Resenha: Heaven And Hell - Black Sabbath

E aí galera! Mais uma vez em homenagem à Dio, trouxe essa resenha para vocês. Creio que é uma essêncial. Se possível, trarei também alguma do Paranoid, visto que são cantores e álbuns em estilos totalmente diferentes. Então... Boa leitura!

Nome: Heaven And Hell
Artista: Black Sabbath
Álbum de Estúdio
Lançamento: 25 de Abril de 1980
Gênero: Heavy Metal
Duração: 40 minutos e 04 segundos
Selos: Vertigo, Warner Brothers, Sanctuary, Castle.
Produção: Martin Birch
Nota: ♪♪♪♪♪♪♪♪♪♪ (10/10)

Faixas:

1. Neon Knights ●
2. Children Of The Sea ●
3. Lady Evil
4. Heven And Hell ●
5. Whishing Well
6. Die Young ●
7. Walk Away
8. Lonely Is The World

Foi uma revolução no mundo do Metal. É isso que penso quando escuto “Heaven And Hell”, do Black Sabbath. Primeiro que oitenta começou dando uma cara nova ao estilo, e um dos primeiros álbuns que contribuíram com isso foi o qual estou resenhando agora, além de outros como “Ace Of Spades”, do Motörhead. Mas há muito mais para destacarmos senão uma revolução no estilo. Estamos tratando dos gigantes, do criadores – na opinião de muitos – do Heavy Metal, a banda Black Sabbath. A saída de Ozzy pode ser considerada, praticamente, uma das mais insubstituíveis de todas as possíveis. O que temos, porém, ao ouvirmos a primeira faixa, “Neon Knights”, é totalmente o contrário.

Quem já conhece a história de Dio sabe muito bem do que estou falando: seu vocal grosso é lindo, além de dar as músicas uma gravidade muito mais densa do que os vocais mais rasgados de Ozzy. Dio também consegue cantar mais rápido – mesmo que na maioria das vezes ele apele para algo mais lento – que o seu antecessor, em minha singela opinião. Dio já era meio famoso, antes mesmo de entrar para o Sabbath: Ele já tocara com Ritchie Blackmore – guitarrista do Deep Purple – na banda Rainbow, fazendo ótimos trabalhos em músicas como “Temple Of The King”

Outro marco muito importante que esse álbum nos proporcionou foram os famosos chifres usando as mãos. Creio eu que eles já existiam, mas não eram tão usados quanto passaram a ser após a estadia de Dio no Sabbath. Esse disco também possui letras bem mais elaboradas na minha opinião, e devemos agradecer, novamente, a Dio.

A já citada “Neon Knights” abre esse álbum com chave de ouro. O riff, mesmo simples, mostra uma guitarra mais furiosa que as tradicionais dos últimos lançamentos do Sabbath. A bateria também estava mais furiosa. Nada preciso comentar sobre a voz de Dio, não é mesmo? Mesmo ele já estando tecnicamente velho, isso em nada interferiu. Pelo contrário, ele provou que tem um extremo controle sobre a voz, o que fez a sintonia da música com o riff mudar completamente. Acho que se fosse com o Ozzy, não teríamos um efeito tão bom quanto esse. Essa música é bem rápida, o que mostra uma parcela da capacidade vocal de Dio.

“Children Of The Sea” pode não ser tão rápida, e chega até há ser bem lentinha, mas ainda sim é excelente. O vocal soa meio fino, mas nada de demais. Logo depois vem uma parte melhor, e então a música volta pro ritmo anterior, dessa vez com o vocal mais grosso. O refrão dessa faixa é excelente, bem “épico”, como diria alguns amigos meus.

“Lady Evil” é uma música que simplesmente não gostei. Possui um riff maneiro, mas nada de demais a destacar em relação à ela, principalmente quando se está espremida entre os clássicos “Children Of The Sea” e a faixa tema do álbum, “Heaven And Hell”. A mesma tem um riff muito pegajoso, um baixo que chama bastante atenção – graças ao senhor Geezer! – e ao vocal de Dio, que mostra que pode manter muito bem uma longa nota. A música apela para representações de corais – senão utilizou um! – e segue o estilo “épico” de “Children Of The Sea”.

Pode não ser uma faixa muito conhecida, mas “Wishing Well” possui um riff muito bem feito, e é uma faixa mais rápida, quebrando o estilo das suas antecessoras. O refrão é bem hard rock, assim como a maioria da música, mais “inclusão”. O solo em meio ao vocal de Dio ficou bem elaborado, mesmo que rápido. “Die Young” é uma das mais conhecidas do álbum. Sua introdução é bem no estilo Jazz e Blues, algo meio psicodélico. Geezer, infelizmente, não toca baixo nessa música, que ainda sim se mantém excelente. Ela mistura tanto elementos da “Neon Knights” quanto certa profundidade de “Children Of The Sea”, sobre uma voz furiosa de Dio e também uma guitarra eletrizante de Iommi. A bateria faz seu papel.

Seguindo uma mistura mais rock anos 70 e puxando para um lado mais Hard Rock, vem “Walk Away”, em que o baixo, mesmo suave, pode ser muito bem ouvido. Ela é uma faixa mais inspiradora. Acho somente que faltou um pouco de emoção no instrumental, que ficou meio apagado, dando a Dio praticamente todo o trabalho. “Lonely is the World” é bem no estilo de fim de álbum mesmo, com um lindo solo. Me lembrou de “Planet Caravan”, em seu solo, pelo menos. Por falar nisso, que solo! Grande, profundo. É um dos melhores de Iommi nesse estilo.

Foi assim, então, que se encerra um dos discos mais famosos do Heavy Metal, e certamente um dos melhores. Há fãs que preferem esse à Paranoid, e Dio à Ozzy. Eu sou desse tipo de fã, mas ainda sim sei da importância e do peso que os outros dois tiveram na música. Ozzy está melhor na carreira solo. Infelizmente, perdemos Dio faz um tempo... Não muito, mas após assumir a vida espiritual – um deus não morre! – sentimos muito a sua falta e o tempo passa mais lentamente quando há saudades.

2 comentários:

Jack Headbanguer disse...

Realmente Lady Evil é fraca em relação a Heaven and Hell e Children Of The Sea, ta de parabéns brother!

Administrador disse...

Lady Evil é sem dúvida a mais fraca de todo o CD, e o mais incrível é que foi uma das selecionadas pra entrar no Dio Years ._.

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