16 de set. de 2011

Resenha: Sabbath Bloody Sabbath - Black Sabbath

Bem galera, mesmo já tendo trago algo do Sabbath, sinto que são fases totalmente destintas que todas as fases do Sabbath merecem atenção. Trouxe então um CD da fase Ozzy, a melhor na opinião de muitos (se bem que os 5 primeiros são os melhores do Sabbath, cada fã fala um). Enfim, boa leitura!

Nome: Sabbath Bloody Sabbath
Artista: Black Sabbath
Álbum de Estúdio
Lançamento: 1 de Dezembro de 1973
Gênero: Heavy Metal
Duração: 42 minutos e 35 segundos
Selo: World Wide Artists, Vertigo, Warner Bros.
Produção: Black Sabbath
Nota: ♪♪♪♪♪♪♪♪♪ (9/10)

Faixas:


1. Sabbath Bloody Sabbath - 5:45 ●
2. A National Acrobat - 6:16
3. Fluff - 4:11 ●
4. Sabbra Cadabra - 5:56 ●
5. Killing Yourself to Live - 5:41
6. Who Are You? - 4:11
7. Looking For Today - 5:06
8. Spiral Architect - 5:30 ●

Line-Up:

Ozzy Osbourne - Vocais/Sintetizadores
Tony Iommi - Guitarras/Violões/Sintetizadores/Piano/Espineta/Flauta/Órgão/Gaita de Foles
Geezer Butler - Baixo/Sintetizadores/Mellotrons
Bill Ward - Bateria/Percussão/Tímpano

O Black Sabbath já havia quebrado os limites com os seus quatro primeiros álbuns, principalmente "Paranoid". Eles, ainda sim, precisavam aumentar seu patamar no mundo da música e decidiram avançar muito além: temos então "Sabbath Bloody Sabbath", um álbum o qual podemos achar algumas pérolas excelentes (e não deveriam ser?) da fase Ozzy.


Como vemos, esse álbum também é por alguns o marco inicial na fase progressiva do Sabbath, e realmente podemos reparar um pouco disso em músicas como "Sabbath Boody Sabbath", a música tema. Nem por isso ela é ruim: pelo contrário, a música abre o disco em um astral extra especial: o riff é algo pesadinho, com grandes influências de Jazz (como podemos ver nos outros CDs), mas esse com algo mais homogêneo. O redor da música segue o estilo negro e pesado (que já estava bem mais aperfeiçoado que no seu primeiro álbum, óbvio) com algumas partes mais puxadas para algo suave.

Possui uma capa um tanto quanto estranha: os fetos saindo da barriga da mulher que está sendo estuprada por uma caveira gigante, elástica (do que se trata isso, afinal?) com 666 estampado no que parece ser o tórax da criatura. Uma capa feia, mesmo para os padrões do Metal, pois eu pelo menos acho muito mal feita. Este também apresenta pontos baixos, como o fato de que ter alguns riffs que soam muito iguais - como "A National Acrobat" e a já citada "Sabbath Bloody Sabbath".

Ignorando esses fatos, podemos levar em conta outra grande música: "Sabbra Cadabra", um trocadilho, no mínimo, bem bobo. O riff é bem no estilo heavy anos 70, mas bem rápido até para a época que foi feito. As baterias soam desesperadas e seguem o ritmo junto com a voz do Ozzy. Tony Iommi e Geezer Butler fazem questão de quebrar a sequência, mudando um pouco a cara da música. Ela depois fica mais lenta, recebendo também influências da fase progressiva.

Provavelmente o ápice de toda essa inovação que podemos checar no disco é na faixa "Fluff". Não que seja uma "Paranoid" ou algo mais revolucionário: pelo contrário, é uma música suave, que lembra muito os campos inglêses. Se no álbum Paranoid a faixa "Planet Caravan" era algo diferenciado, e no Vol. 4 "Changes" era uma bonita balada e "Laguna Sunrise" uma aventura em artes inexploradas, nesse eles se superaram fazendo uma odisséia de sons e conservacionismo da forma mais inovadora e anti-concervadora que já pude vir (Paradoxo).

"Spiral Architect" é uma faixa não tão pesada, mas o vocal, a introdução leve e o riff compenção muito, fazendo-a uma música agradável, assim como "Fluff", seguindo o mesmo estilo da citada. Os vocais estão realmente lindos, bem misturado com o ritmo, que aliás, é animador.

Sem dúvidas, 1973 fora um dos melhores anos para o Sabbath, uma das poucas bandas que possuem "seis" melhores discos: cada fã tem seu argumento com unhas e dentes. O CD pode soar suave em alguns casos, mas há músicas que o fazem provar que os caras ainda eram os mestres e fixadores eternos do Metal no mundo.

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