Artista: Black Sabbath
Álbum de Estúdio
Lançamento: 1 de Dezembro de 1973
Gênero: Heavy Metal
Duração: 42 minutos e 35 segundos
Selo: World Wide Artists, Vertigo, Warner Bros.
Produção: Black Sabbath
Nota: ♪♪♪♪♪♪♪♪♪ (9/10)
Faixas:
1. Sabbath Bloody Sabbath - 5:45 ●
2. A National Acrobat - 6:16
3. Fluff - 4:11 ●
4. Sabbra Cadabra - 5:56 ●
5. Killing Yourself to Live - 5:41
6. Who Are You? - 4:11
7. Looking For Today - 5:06
8. Spiral Architect - 5:30 ●
Line-Up:
Ozzy Osbourne - Vocais/Sintetizadores
Tony Iommi - Guitarras/Violões/Sintetizadores/Piano/Espineta/Flauta/Órgão/Gaita de Foles
Geezer Butler - Baixo/Sintetizadores/Mellotrons
Bill Ward - Bateria/Percussão/Tímpano
O Black Sabbath já havia quebrado os limites com os seus quatro primeiros álbuns, principalmente "Paranoid". Eles, ainda sim, precisavam aumentar seu patamar no mundo da música e decidiram avançar muito além: temos então "Sabbath Bloody Sabbath", um álbum o qual podemos achar algumas pérolas excelentes (e não deveriam ser?) da fase Ozzy.
Como vemos, esse álbum também é por alguns o marco inicial na fase progressiva do Sabbath, e realmente podemos reparar um pouco disso em músicas como "Sabbath Boody Sabbath", a música tema. Nem por isso ela é ruim: pelo contrário, a música abre o disco em um astral extra especial: o riff é algo pesadinho, com grandes influências de Jazz (como podemos ver nos outros CDs), mas esse com algo mais homogêneo. O redor da música segue o estilo negro e pesado (que já estava bem mais aperfeiçoado que no seu primeiro álbum, óbvio) com algumas partes mais puxadas para algo suave.
Possui uma capa um tanto quanto estranha: os fetos saindo da barriga da mulher que está sendo estuprada por uma caveira gigante, elástica (do que se trata isso, afinal?) com 666 estampado no que parece ser o tórax da criatura. Uma capa feia, mesmo para os padrões do Metal, pois eu pelo menos acho muito mal feita. Este também apresenta pontos baixos, como o fato de que ter alguns riffs que soam muito iguais - como "A National Acrobat" e a já citada "Sabbath Bloody Sabbath".
Ignorando esses fatos, podemos levar em conta outra grande música: "Sabbra Cadabra", um trocadilho, no mínimo, bem bobo. O riff é bem no estilo heavy anos 70, mas bem rápido até para a época que foi feito. As baterias soam desesperadas e seguem o ritmo junto com a voz do Ozzy. Tony Iommi e Geezer Butler fazem questão de quebrar a sequência, mudando um pouco a cara da música. Ela depois fica mais lenta, recebendo também influências da fase progressiva.
Provavelmente o ápice de toda essa inovação que podemos checar no disco é na faixa "Fluff". Não que seja uma "Paranoid" ou algo mais revolucionário: pelo contrário, é uma música suave, que lembra muito os campos inglêses. Se no álbum Paranoid a faixa "Planet Caravan" era algo diferenciado, e no Vol. 4 "Changes" era uma bonita balada e "Laguna Sunrise" uma aventura em artes inexploradas, nesse eles se superaram fazendo uma odisséia de sons e conservacionismo da forma mais inovadora e anti-concervadora que já pude vir (Paradoxo).
"Spiral Architect" é uma faixa não tão pesada, mas o vocal, a introdução leve e o riff compenção muito, fazendo-a uma música agradável, assim como "Fluff", seguindo o mesmo estilo da citada. Os vocais estão realmente lindos, bem misturado com o ritmo, que aliás, é animador.
Sem dúvidas, 1973 fora um dos melhores anos para o Sabbath, uma das poucas bandas que possuem "seis" melhores discos: cada fã tem seu argumento com unhas e dentes. O CD pode soar suave em alguns casos, mas há músicas que o fazem provar que os caras ainda eram os mestres e fixadores eternos do Metal no mundo.












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