6 de jan. de 2012

Resenha: Forbidden - Black Sabbath

Nome: Forbidden
Artista: Black Sabbath
Álbum de Estúdio
Lançamento: 8 de Junho de 1995.
Gênero: Heavy Metal/Hard Rock
Duração: 42 minutos.
Selo: I.R.S.
Produção: Ernie C
Nota: ♪♪♪♪♪ (5/10)

Faixas:

1. The Illusion Of Power
2. Get A Grip ●
3. Can't Get Close Enough
4. Shaking Off The Chains ●
5. I Won't Cry For You
6. Guilty As Hell
7. Sick And Tired
8. Rusty Angels ●
9. Forbidden ●
10. Kiss Of Death ●

Line-Up:

Tony Martin - Vocais
Tony Iommi - Guitarras
Neil Murray - Baixo
Cozy Powell - Bateria
Geoff Nichols - Teclados
Ice-T - Vocais (Participação Especial)

-X-

Vou começar nossa seção de resenhas com uma descontração um tanto quanto boba: Forbidden é praticamente um álbum de proibida citação entre os fãs de Black Sabbath.
A verdade é que ele ostenta muitas coisas consideradas ruins pela maioria dos fãs, entre elas, Tony Martin, o que é um infeliz fato. Forbidden, de toda a forma, é odiado até com certa razão, mas com uma margem de erro incrível: não é uma merda ambulante como todos costumam chamar, mas não realmente não é algo que se vale a pena comprar, por exemplo, até mesmo para os fãs do Sabbath, porque este álbum pode soar como tudo, menos como a banda que ele carrega o nome.

Ele pode possuir até faixas boas, como a segunda, “Get A Grip”, mas outras como “The Illusion Of Power” tornam as coisas meio estranhas, não por si só, mas pela presença de Ice-T, sim, o rapper. Voltando a primeira faixa citada, ela é realmente uma das melhores do disco – eleitos por muitos a melhor. Tem um refrão maneirinho até, mas tudo soa meio fraco, assim como no resto do disco – à exceção das baterias de Cozy Powell, que faz um ótimo trabalho. A voz do Tony Martin chega a decepcionar um pouco nesse álbum, e cá entre nós, ele podia ter feito mais e melhor.

“Shaking Off The Chains” é outra maneirinha, que começa com um refrão pesado, se mostrando a que mais lembra o Sabbath nesse quesito. A voz do Tony soa bem estranha no início da mesma, parece fraca, opaca, até que ela fica mais furiosa e volta ao seu normal. Os instrumentos, no álbum como um todo, parecem distantes de si; acho que isso podemos culpar a produção, que foi bem fraca.

Muitas pessoas culpam tais atos pelo fato de dois membros do White Snake estarem presentes na banda – confirmo, sendo eles Nail Murray e Cozy Powell, mas não acho que o Cozy apoiaria tal mudança – que fizeram o álbum soar como um hard rock oitentista qualquer. Ok, isso pode ser até verdade, mas se podemos ter um Hard Rock oitentista de qualidade boa, então temos isso com a faixa-título, que tem efeitos bem comuns dessa época, mas que se mostra – ou tenta – profunda e com um refrão que também tenta grudar, e até consegue em alguns momentos.

A antecessora, “Rusty Angels”, também é bem interessante e parece estar nessa classificação. É mais uma balada, mas Tony fez um bom trabalho nos vocais, e Iommi nas guitarras, com um riff até legal – mas acho que no fim, esse é o grande problema do disco em si. Não há nada “espetacular”, como todos falam, mas uma coletânea de coisas “boazinhas”. Mas levando em conta, essa tem um refrão até profundo, animador, diferente da faixa seguinte, “Kiss Of Death”, que encerra o álbum.

É realmente bizarro que uma música com esse nome encerre o álbum – muito mais da versão japonesa, que tem um bônus chamado “Loser Gets It All” -, mas ela é em minha opinião a melhor de todo o álbum. Primeiro por que é a mais próxima do que realmente o Sabbath fazia; justamente por ser tão negra. Segundo porque o Tony faz bem nos vocais, não é sua melhor performance, mas já ajuda bastante, sem falar que essa sim tem um refrão que gruda na cabeça, e um final sinistro com o som semelhante de um relógio. Enfim, esta pegou tudo “mais ou menos” que podíamos destacar das outras faixas “médias” do álbum e juntou numa só, tornando essa particularmente “boa”.

Como eu disse, não merece ser chamado de merda ambulante, mas não é também uma pérola ou flor que se cheire, tão menos motivo de se gastar dinheiro para ter.

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